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Gastroenterite
Conduta pediátrica e dose por peso. Informe o peso da criança e gere a receita com o seu timbre em segundos.
Sobre
- Principal causa de diarreia aguda em crianças menores de 5 anos no mundo.
- No Brasil, tem sazonalidade: rotavírus predomina no outono/inverno, outros enterovírus no verão.
- Pico de incidência entre 6 e 24 meses.
- Transmissão fecal-oral.
- Diarreia aguda: 3 ou mais evacuações amolecidas/líquidas em 24h, com duração menor que 14 dias.
- Vômitos, febre, dor abdominal (cólicas).
- Desidratação de gravidade variável.
Conteúdo informativo — não substitui a avaliação clínica individual.
Conduta sugerida
Protocolo e posologia por peso para Gastroenterite — conteúdo ainda não preenchido.
A dose final é calculada a partir do peso da criança na tela de prescrição.
Gravidade, internação e diagnóstico
Sinais de gravidade
- Desidratação grave (perda de peso > 10%): choque, letargia, oligúria/anúria.
- Diarreia sanguinolenta (disenteria).
- Vômitos biliosos ou fecaloides.
- Distensão abdominal com dor à descompressão.
- Convulsões (distúrbio hidroeletrolítico).
- Prostração ou irritabilidade extrema.
Critérios de internação
- Desidratação moderada a grave (perda de peso > 5%).
- Vômitos incoercíveis impossibilitando hidratação oral.
- Incapacidade dos cuidadores de administrar SRO em casa.
- Choque hipovolêmico.
- Suspeita de sepse ou infecção bacteriana grave.
- Distúrbio eletrolítico importante.
- Menor de 6 meses, desnutrição grave ou comorbidades.
- Falha da hidratação oral.
Exames complementares
- Não são rotineiros na gastroenterite leve/moderada.
- Eletrólitos (Na, K, Cl) + gasometria venosa + função renal: se desidratação moderada/grave.
- Coprocultura + parasitológico + pesquisa de rotavírus/adenovírus: se diarreia > 7 dias, disenteria, surto ou paciente imunossuprimido.
- Hemograma: se sinais de infecção bacteriana grave.
Diagnósticos diferenciais
- Apendicite (dor localizada, sinal de Blumberg, anorexia).
- Invaginação intestinal (choro súbito intenso, fezes em geleia de framboesa).
- Infecção urinária, especialmente em menores de 2 anos (pode cursar com vômitos e diarreia).
- Síndrome hemolítico-urêmica (pós-diarreia por E. coli O157:H7).
- COVID-19 (sintomas gastrointestinais isolados).
- Doença inflamatória intestinal — suspeitar se diarreia > 14 dias.
Fisiopatologia
- Diarreia osmótica (mais comum — rotavírus, norovírus): o vírus lesa as vilosidades intestinais, reduzindo a superfície de absorção; os nutrientes não absorvidos atraem água para o intestino. Fezes líquidas, aquosas, explosivas, amareladas ou esverdeadas, sem sangue, com odor ácido.
- Diarreia secretora (toxinas bacterianas — E. coli enterotoxigênica, cólera; rotavírus também pode ter componente secretor): a toxina ativa a adenilato ciclase, fazendo a célula intestinal secretar água e eletrólitos em vez de absorver. Fezes muito volumosas, aquosas, sem sangue, podendo lembrar "água de arroz"; perda de líquidos pode ser maciça.
- Diarreia inflamatória/disenteria (bactérias invasivas — Shigella, Salmonella, Campylobacter, E. coli enteroinvasiva): invasão direta da mucosa causa inflamação, ulceração e microabscessos. Fezes de pequeno volume, com sangue, muco e pus, tenesmo, febre alta e toxemia.
Protocolos de referência
- SBP — Diarreia Aguda (Departamento de Gastroenterologia)
- Ministério da Saúde — Caderneta da Criança
- OMS — Manejo clínico da diarreia aguda
Conteúdo informativo — não substitui a avaliação clínica individual.
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